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Análise do comportamento humano

O comportamento humano é resultado dos sentimentos, que nascem dos pensamentos. Os pensamentos são mensagens químicas que, às vezes, precisam de estímulos para acontecerem. Os pensamentos podem ser trazidos por memórias sensoriais e podem surgir involuntariamente.

A mente humana é como um arquivo repleto de representações do mundo em que vivemos. Os pensamentos também são criados graças à linguagem, à capacidade de comunicação e às experiências de vida. Estas representações se formam por Crenças e Valores (entre outros, mas fiquemos com estes dois elementos), que formam nossas “verdades”. O que eu acredito é verdade para mim, e meus Valores norteiam minhas decisões, escolhas e preferências.

Gravei uma aula mais detalhada sobre isso: https://youtu.be/tJkl6iwIpIM

Futebol (em menor escala pela pulverização), Religião e Política são temas sensíveis ao funcionamento explicado acima. O meu time é o melhor, o meu “deus” (ou santo, ou pastor, ou doutrina) é o/a único/a que “salva”, o meu partido ou político é o “certo”. São Crenças, são verdades. Quando confrontadas, lançamos mão de 3 “mecanismos de defesa”: distorcemos o que se opõe à nossa verdade, omitimos o que deporia contra nossas verdades ou generalizamos as virtudes das nossas verdades e os ‘defeitos’ do adversário ou de quem OUSAR questionar nossas verdades.

Biologicamente, temos 3 estratégias de sobrevivência: luta, fuga ou freeze. Ou seja, diante de uma ameaça (real ou imaginária) pode entrar em ação o mecanismo de luta – e partimos pra cima do “inimigo”; em alguns casos, dispara em nós o mecanismo de fuga (por vários motivos) e “damos no pé”. Ou, quando as duas estratégias acima não são possíveis, “frizamos”, paralizamos.

Na virtualândia, freeze e fuga perdem feio para a luta, a mais comum via teclado. Seguros pelo anonimato, distância ou ambos, “lutamos” contra quem ousa discordar de nossas verdades, de nossos ídolos, nossos mitos e lançamos mão de algumas estratégias: “provas” de que estamos certos (artigos, fotos, memes, vídeos, links – que concordam conosco, é claro); desqualificação de artigos, fotos, memes, vídeos, links contrários às nossas verdades; desqualificação de quem PENSA diferente; ironias; ofensas. Afinal, como alguém OUSA discordar de mimzinho, que estou sempre certo?😤

O estudo da Psicologia Social foi o que mais me motivou a fazer a graduação na área (mas Psicologia Social MESMO, como estudo de Comportamentos, não o que ensinam/praticam em terras tupiniquins). Já era Jornalista, tinha a prática dos efeitos da Comunicação, quis ir mais à fundo. Toda essa discussão que vemos hoje em dia me faz lembrar bastante do efeito Dunning-Kruger e de uma famosa frase de Umberto Eco sobre redes sociais. Concordo com ele em gênero e em número, mas não em grau.

Termino este textão te fazendo um convite à reflexão: perceba o quanto você defende apaixonadamente as suas verdades, e o quanto se deixa emocionar com as verdades alheias.

E chega! Bora praticar Análise do Comportamento virtual!


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Cérebro pode ser treinado para curar doenças

Cientistas brasileiros desenvolveram técnica que modifica conexões e abre caminhos para tratar AVC, Parkinson e até depressão

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2019

O cérebro pode ser treinado para curar as doenças que o acometem. Cientistas brasileiros acabam de apresentar uma técnica de treinamento cerebral capaz de modificar as conexões neuronais em tempo recorde. O trabalho, publicado na Neuroimage, abre o caminho para novos tratamentos para o acidente vascular cerebral (AVC), a doença de Parkinson e até a depressão.
Treinamento do cérebro
Treinamento é chamado de ‘neurofeedback’ e usa ressonâncias magnéticas Foto: Theo Marins/Instituto D’OR

O cérebro se adapta a todo momento – um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. Essas mudanças na forma como funciona e conecta suas diferentes áreas são as bases do aprendizado e da memória.

Entender melhor essas interações permite o avanço na compreensão do comportamento humano, das emoções e também das doenças que acometem o cérebro. “Tudo o que a gente é, faz, sente, todo o nosso comportamento é reflexo da maneira como o nosso cérebro funciona”, explica o neurocientista Theo Marins, um dos autores do estudo.

Algumas doenças, segundo o especialista, alteram esse funcionamento. E o cérebro passa a funcionar de maneira doente. “Ensinar” o cérebro a funcionar de maneira correta pode melhorar os sintomas de várias doenças.

Uma das ferramentas que vem sendo utilizadas para compreender melhor essas dinâmicas é o neurofeedback. Assim é chamado o treinamento do cérebro para modificar determinadas conexões. O estudo dos neurocientistas do Instituto D’OR de Ensino e Pesquisa e da UFRJ mostrou que o treinamento é capaz de induzir essas modificações em menos de uma hora.

Para fazer o trabalho, os cientistas contaram com 36 voluntários que se submeteram a exames de ressonância magnética. A atividade neuronal captada no exame é transformada em imagens apresentadas em computadores de acordo com a intensidade. Os voluntários acompanhavam as imagens em tempo real, aprendendo a controlar a própria atividade cerebral.

Enquanto 19 participantes receberam o treinamento real, outros 17 foram instruídos com falsa informação – o que funcionou como uma espécie de placebo. Antes e depois do treino, os pesquisadores registraram as imagens cerebrais que permitiam medir a comunicação (a conectividade funcional) e as conexões (a conectividade estrutural) entre as áreas cerebrais. O objetivo era observar como as redes neurais eram afetadas pelo neurofeedback.

Antes e depois

Ao comparar a arquitetura cerebral antes e depois do treinamento, os cientistas constataram que o corpo caloso (a principal ponte de comunicação entre os hemisférios esquerdo e direito) apresentou maior robustez estrutural. Além disso, a comunicação funcional entre as áreas também aumentou. Para os pesquisadores, é como se o todo o sistema tivesse se fortalecido.

“Sabíamos que o cérebro tem uma capacidade fantástica de modificação. Mas não tínhamos tanta certeza de que era possível observar isso tão rapidamente”, conta Marins.

Desta forma, o treinamento cerebral se revelou uma ferramenta poderosa para induzir a neuroplasticidade. Agora, os pesquisadores esperam utilizá-lo para promover as mudanças necessárias para recuperação da função motora em pacientes que sofreram um AVC, que foram diagnosticados com Parkinson e mesmo com depressão.

“O próximo passo será descobrir se pacientes que sofrem de desordens neurológicas também podem se beneficiar do neurofeedback, se ele é capaz de diminuir os sintomas dessas doenças”, disse a médica radiologista Fernanda Tovar Moll, presidente do Instituto D’OR. “Ainda falta muito para chegarmos a protocolos específicos. Quanto mais entendermos os mecanismos, mais terapias poderemos desenvolver.”

POSITIVA MENTE

#RogérioCastilho #MindTraining

Descubra as mentiras que o seu cérebro conta para você

Você não toma as próprias decisões – e boa parte do que vê não é real. É apenas uma ilusão criada pelo seu cérebro, que passa 4 horas por dia enganando você